Quanto custa morar sozinho?

Sair da casa dos pais para morar sozinho é um sonho comum entre brasileiros, em especial jovens adultos. Segundo a última pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em abril de 2017, 48% dos brasileiros estavam em busca de um espaço só seu. Contudo, antes de desfrutar das inúmeras vantagens de ter uma vida independente, é importante botar na ponta do lápis todos os gastos dessa aventura. Afinal, você sabe quanto custa morar sozinho?

Conquistar a independência realmente é um sonho, mas é uma decisão que precisa ser tomada após um bom planejamento financeiro. Por isso, vamos te ajudar a calcular quanto custa morar sozinho, para você dar o primeiro passo com mais clareza e segurança. 

Anote as despesas fixas

Nossa primeira dica para quem quer descobrir quanto custa morar sozinho é anotar todas as despesas fixas, ou seja, gastos que você invariavelmente vai ter todo o mês.  

O custo fixo que mais pesa no orçamento de quem vai morar sozinho com certeza é o aluguel ou as parcelas do financiamento imobiliário, caso tenha decidido comprar uma casa ou apartamento. 

O valor de ambos vai depender do tipo de imóvel que você pretende se mudar, ou seja, se é uma casa ou apartamento grande, com boa localização, se é um imóvel antigo, entre outros fatores. Por isso, capriche na pesquisa para escolher um local que melhor se enquadre no seu planejamento e estilo de vida. 

Além disso, lembre-se que cada cidade tem um padrão de valores diferente para imóveis, seja para quem aluga ou para quem compra. Em São Paulo, por exemplo, o valor por metro quadrado de um apartamento com 1 quarto pode variar de R$12,39 a R$46,31, segundo pesquisa de abril de 2019 do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

Portanto, nem sempre cidades grandes e badaladas são os melhores lugares para quem planeja morar sozinho. Cidades da região metropolitana de São Paulo, por exemplo, podem ofertar um custo-benefício superior em relação à capital. Se você trabalha em home office, melhor ainda! Nessa condição, você terá ainda mais liberdade para escolher um novo lar que se enquadre no seu planejamento financeiro. 

Além do aluguel ou das parcelas do financiamento, outros gastos fixos que devem ser anotados no seu planejamento são: condomínio, IPTU, mensalidade da faculdade e outras despesas que se repetem mensalmente.

Mas fique atento: ao somar todos os seus custos fixos, veja quanto eles representam no total de sua renda. O recomendado é que aluguel ou financiamento, assim como condomínio e impostos, não ultrapassem 30% do seu orçamento.

Aluguel ou financiamento?

Para quem está na missão de calcular quanto custa morar sozinho, uma das dúvidas que surgem é se o melhor seria comprar ou alugar um imóvel. Enquanto alguns dizem que pagar aluguel é jogar dinheiro fora, outros aconselham os jovens a não se comprometerem com uma dívida tão alta como a do financiamento nessa etapa da vida.

Além disso, muitas pessoas acabam optando pelo aluguel por acharem que não têm condições de arcar com as prestações de uma casa própria. Será que isso é verdade?

Em muitos casos, o processo de financiamento pode ter um melhor custo benefício em relação ao aluguel. Quem tem uma renda mensal de R$ 5 mil, por exemplo, já conseguiria financiar um imóvel de R$ 180 mil a R$ 220 mil.

O ponto de atenção que o comprador deve ter em relação a isso está, na verdade, na quantia reservada para dar de entrada no imóvel. No exemplo que demos acima da pessoa com renda de R$ 5 mil, seria necessário arcar com uma entrada de até R$ 66 mil, por exemplo.

Do ponto de vista financeiro, o dilema de alugar ou comprar um imóvel também pode ser resolvido com uma equação básica. Confira:

  • Primeiro, seja realista e chegue em um valor de aluguel que você tem condições de pagar;
  • Segundo, descubra o valor de médio do imóvel na região que você deseja;
  • Agora, divida o valor mensal do aluguel pelo valor aproximado de venda do imóvel;
  • Multiplique o resultado por 100;
  • Se o resultado final for maior que 0,5, a compra do imóvel pode ser uma boa ideia;
  • Se o total for menor que 0,5, vale mais a pena optar pelo aluguel e investir o restante do dinheiro que seria usado para pagar as prestações de um financiamento.

À primeira vista, optar pelo aluguel é uma opção mais confortável. Além de não assumir uma dívida de alto valor neste primeiro momento, o aluguel vai te livrar de responsabilidades burocráticas sobre o imóvel, que nestes casos ficam por conta do proprietário.

No entanto, comprar uma casa ou apartamento tem inúmeras vantagens. Ao comprar um imóvel, você está adquirindo um patrimônio. Além disso, você terá um lar para chamar de seu e pode deixar o espaço com a sua cara. 

Com a gente, você tem as melhores condições para um financiamento de sucesso. Faça aqui uma simulação!

Anote os gastos variáveis

Além dos gastos fixos, como aluguel, parcelas do financiamento e impostos, que costumam pesar mais no orçamento, a pessoa que tem interesse em saber quanto custa morar sozinho também deve se atentar aos gastos variáveis.

Como o nome sugere, são os gastos que não tem um valor fixo. Alguns exemplos de gastos variáveis são: energia elétrica, gás, água e internet. Outros que podem ser incluídos nessa lista são os serviços de streaming e de TV à cabo, assim como os gastos com faxina, alimentação e transporte. 

Os gastos variáveis são os que podem ser reduzidos ou até mesmo cortados – como é o caso dos serviços de streaming – sempre que você precisar economizar um dinheirinho extra. Ter todos esses custos na ponta do lápis é essencial para calcular com exatidão quanto custa morar sozinho.

Calcule quanto custa morar sozinho

Depois que você anotou todos os seus gastos fixos e variáveis, chegou a hora de somar tudo para ver quanto você gastaria para morar sozinho. Em seguida, compare este valor com sua renda e veja quanto do seu orçamento iria para este novo lar. 

Além disso, lembre-se que nem só de pagar boletos vive o ser humano. Por isso, tenha em mente os gastos com outros projetos de curto, médio e longo prazo, como viajar, fazer um curso ou até mesmo se aposentar. Assim, você terá uma ideia ainda mais assertiva do quanto precisará investir no novo lar!

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