Saiba o que é a pausa no financiamento imobiliário

Em decorrência da pandemia de Covid-19, os bancos ofereceram a oportunidade de pausa no financiamento imobiliário. O maior exemplo foi a Caixa Econômica Federal, que suspendeu em março de 2020 o pagamento de, aproximadamente, 2,5 milhões de clientes pelo prazo de até 180 dias.

Trata-se de uma solução que trouxe alívio para o bolso de financiadores e mutuários que sofreram impactos no seu orçamento, em virtude da crise provocada pela pandemia. A oferta foi iniciada pela CEF e recebeu a adesão de várias instituições financeiras — mas, afinal, como isso funciona?

Quer saber se a sua negociação se enquadra nessa hipótese? Neste post, você conhecerá os detalhes sobre a pausa no financiamento imobiliário. Boa leitura!

O que é a pausa no financiamento imobiliário?

Trata-se de uma maneira de pausar o pagamento das parcelas do financiamento habitacional por até 6 meses, alternativa que surgiu em razão das problemáticas influenciadas pela crise do coronavírus. Essa medida não tem o poder de eliminar a dívida, em si. Na verdade, há a suspensão do pagamento das prestações que serão diluídas nas parcelas futuras.

Terminado esse período, em 29 de setembro de 2020, a própria CEF anunciou a substituição da pausa no financiamento imobiliário pelo sistema de redução temporária na prestação. A nova regra determina que os clientes terão duas alternativas para escola: solicitar 50% de redução do valor por até 3 meses, ou fazer o pedido de diminuição de 25%, com a duração de até 6 meses.

Quem pode solicitar a pausa?

Os clientes físicos que fecharam contrato de financiamento imobiliário e que estão com o pagamento em dia ou em atraso de até 180 dias. Além disso, pessoas que usaram o valor correspondente ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) também têm o direito de pedir a pausa. Os clientes classificados como pessoa jurídica que apresentam o contrato em dia ou com atraso de até 60 dias também têm o direito de requerer a pausa.

Quais são os riscos?

Os clientes que pediram a pausa no pagamento do financiamento terão que arcar com parcelas mais caras, uma vez que o valor que ficou suspenso é considerado como saldo devedor e será incorporado às próximas prestações a serem pagas.

Além disso, caso não haja amortização, o valor total aumentará, uma vez que há a incidência de juros sobre um montante maior. Como o juro determinado no contrato continua a correr, o saldo devedor é corrigindo com o passar dos dias. Isso significa que, ao adiar o pagamento, o valor da dívida cresce. Isso sem falar na possibilidade de custos extras.

Quais são os cuidados?

É importante deixar claro que a pausa no financiamento não é uma renegociação das prestações ou uma anistia. A pausa é uma prorrogação da dívida. Sendo assim, a partir do prazo escolhido pelo cliente, o valor das parcelas é recalculado, levando em consideração a taxa de juros definida originariamente no contrato.

Por outro lado, a renegociação ou o refinanciamento das dívidas possibilita o agrupamento de contratos em uma nova operação de crédito, tendo como base alterações no contrato original, no que se refere às condições específicas, como prazo, carência, número de parcelas e taxa de juros.

A pausa no financiamento imobiliário foi uma solução encontrada pelas grandes instituições financeiras para reduzir o índice de inadimplência, causada pela retração da economia em virtude da pandemia. Diante desse cenário, a CrediHome é uma solução para ajudar na melhor simulação de financiamento ou crédito imobiliário, evitando o surgimento de contratempos e reduzindo o excesso de burocracia.

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