Confira os 5 passos sobre como renegociar dívidas imobiliárias

Na hora de fazer a compra de um imóvel, é necessário que você tenha finanças sólidas e realize um planejamento financeiro adequado para que a realização do sonho da casa própria não traga problemas. Contudo, situações inesperadas podem acontecer no período em que estiver pagando o financiamento imobiliário.

O desemprego, crise econômica no país, a chegada de um filho, uma doença são alguns exemplos de circunstâncias que dificultam ou impedem o pagamento da dívida imobiliária nas condições combinadas no contrato. E o que fazer para sair do vermelho e ficar em dia com suas contas? Renegociar as pendências financeiras!

Pensando em ajudá-lo, fizemos este post ensinando como você pode renegociar dívidas em 5 passos. Fique conosco e entenda mais!

1. Entrar em contato com o banco e renegociar dívida

O primeiro passo para se livrar de uma dívida imobiliária é entrar em contar com o banco, a fim de renegociar as condições do financiamento feito com à instituição financeira. Dependendo da situação econômica do país, os bancos se tornam mais aberto à negociação e criam uma carência para a dívida ser quitada.

Contudo, caso não consiga negociar o valor do débito, tente aumentar o prazo para quitação do financiamento imobiliário. Assim, o valor das parcelas diminuirão, enquanto a quantidade de prestações será maior, de modo proporcional ao saldo devedor.

Não havendo diálogo com o banco, use seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que pode ser usado para quitar parte do valor de um imóvel. Nesse caso, o prazo para pagamento não é alterado. Ainda, o FGTS serve para pagar parte das parcelas do financiamento, diminuindo o prazo de adimplemento do empréstimo.

As renegociações devem ser redigidas em contrato, que deve apresentar os termos que você precisa cumprir para dar fim ao débito. Assim, será garantida que a viabilidade da nova transação sobreponha ao contrato de financiamento anterior. Não deixe a dívida virar uma bola de neve para conversar com o banco.

2. Fazer a portabilidade da dívida

Se renegociar com a instituição financeira não der certo, é hora de fazer a portabilidade da dívida. Procure outro banco e tente transferir seu financiamento para lá. Contudo, para que a portabilidade seja vantajosa, a taxa de juros deve ser menor e os custos adicionais mais baixos, que pode reduzir a quantidade de prestações ou o montante final do empréstimo imobiliário.

A transferência de débito é direito do devedor, pois o banco não possa impedi-lo. Por determinação da Lei de Portabilidade do Crédito Imobiliário você também pode fazer a portabilidade de dívida quantas vezes julgar necessário. Entretanto, apenas as pessoas que estão em dia com suas prestações podem realizar a portabilidade. Logo, não deixe as parcelas atrasarem e virar bola de neve para estudar possibilidades de diminuir a taxa de juros.

Por isso, é necessário pesquisar os juros, custo efetivo total (CET) do financiamento, comparar as condições apresentadas por cada instituição financeira e perguntar sobre outros custos envolvidos.

3. Buscar prorrogação dívidas

Em momentos de crise, como o atual, você pode buscar uma prorrogação de dívidas, assim, os bancos alongam o prazo para pagamento das parcelas do financiamento imobiliário. No período em que a prorrogação estiver vigente, caso não pague alguma prestação, você não ficará como devedor.

No entanto, se desejar prorrogar a dívida, é necessário entrar em contato com a instituição financeira para realizar uma negociação — a prorrogação não é automática. O banco apresentará as condições para o adiamento da data de pagamento, que costuma ser cerca de 60 dias, e deve estar com o parcelamento em dia ou com pequenos atrasos.

Procure seu banco e converse, a fim de prorrogar a dívida e conseguir pagar o novo valor futuramente. Não adianta deixar de pagar agora e não ter condição de quitar as parcelas quando a suspensão de pagamento acabar.

4. Contratar uma consultoria para entender a melhor solução

Para sair das dívidas imobiliárias, contratar uma consultoria financeira é uma boa opção, pois o planejamento financeiro impede que você aumente seus débitos ao invés de diminuí-los. Uma negociação não analisada pode ser mais nociva que a falta de inadimplemento das parcelas.

Com o objetivo de encontrar soluções para seus débitos, conte com a ajuda de um consultor financeiro, que diagnosticará os seus problemas financeiros e traçará um plano para sair do mar de contas.

Uma consultoria financeira é capaz de ensiná-lo sobre organização de orçamentos, parcelamento de dívidas, renegociação de débitos ou portabilidade. Ainda, você aprenderá a fazer investimentos e a tomar decisões mais conscientes, de acordo com o seu perfil financeiro e objetivos de vida.

5. Escolher entre aumentar as parcelas do financiamento ou reduzir os juros

Outra opção para dar fim ao financiamento imobiliário é realizar uma amortização, com o pagamento parcial ou total do montante devedor. A amortização surge como uma alternativa para reduzir os juros, pois, diminuindo o valor do débito, a taxa de juros diminui por consequência.

Existem 3 tipos de amortizações, que influenciam a diminuição dos juros. No Sistema de Amortização Constate (SAC), o valor da prestação começa alto e vai reduzindo ao longo do tempo. Ao realizar o pagamento de uma parcela, o saldo devedor é recalculado e os juros incidem nesse novo valor. Essa é melhor forma de reduzir os juros.

Se você não tem condição de arcar com parcelas de valor elevado, é interessante optar pelo Sistema da Tabela Price, com prestações fixas. As amortizações vão aumentando ao longo do tempo e os juros diminuindo. Logo, no começo você paga mais juros e no final amortiza mais o débito.

Portanto, é fato que não e fácil se livrar das contas, que muitas vezes se acumulam e lhe deixam perdido. Por mais que queira manter tudo em dia, circunstâncias surpresas podem atrapalhar seu objetivo. Não se desespere, pois, sabendo como negociar dívidas, você pode criar um plano e sair do fundo do poço. Comece renegociando as dívidas imobiliárias, provenientes de financiamentos. Você não precisa escolher entre ter sua casa própria ou saúde financeira — com organização, você pode ter os dois!

Gostou do nosso post? Caso tenha dúvida sobre o assunto e precise de consultoria, entre em contato conosco. Teremos prazer em atendê-lo!

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